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KURUPÍ, ÚLTIMO BICHO PILINGÜE Y VELVET-MAKÁ-URBANIZADO KE HALA Y FALA EN ESTE BLOG SU SECRECIÓN LINGUÍSTIKA, ESE PORO'UNHOL (PORTUGUÉS 10 % ESPAÑOL 70 %; GUARANÍ PIKANTE 20 %) SERÍA EN EL FONDO DEFINIBLE COMO UN SAN CULOTTISMO POÉTIKO, GRITO A CALZÓN KITADO, PENE ERECTISMO FULL TIME, UNA FALANGE ANARKO-PARA-MILITAR DE LA LETRA, UNA ALUCINAZIONE PARANOKIA-KRÍTIKA DEL DAS KAPITAL YANKEE, Y SU MAYO DEL 68 UN TSUNAMI-YIYISMO SIN BOMBACHA PRA XUXU, UN BAILE DE SAN VITO TEVINANDÍ PAGUASU!!!

jueves, septiembre 30, 2010

El Kurupi o Korupira asegún el PORANDUBA AMAZONENSE, 1


O  KORUPIRA







Entre os differentes mythos brazileiros é  incontestavelmente o mais antigo o do Korupira, (1) companheiro inseparavel das crenças populares de todos os logares por onde se estendeu o abanheenga, ou língua geral, pelo que parece ser verdadeiramente indigena, senão antes, legado pela populaçao primitiva que habitou o Brazil, em épocas anti-Colombianas e que descendia dos invasores Asiaticos.
Dos Nahuas passou aos Karaibas e d'estes aos Tupis e Guaranis. Parece ser urna das divindades secundarias sujeitas a Tlaloc. Como as que presidiam os ventos, as chuvas, a abundancia, o milho, as montanhas, havia tambem a que presidia e protegia as florestas.
Por Venezuela, pelas Guyanas, pelo Perú e pelo Paraguay estende-se o o dominio do Korupira; vae do Karaiba até o Guarani.
Anchieta (1560), Fernão Cardin (1584), Laet (1640) e Acuña (1641) fallaram e acreditaram mesmo em sua existencia. A civilização invadindo os centros em que a rusticidade se aninha e devassando os sertões, tem modificado ou feito desapparecer não só as lendas e contos primitivos, como a lingua, envolvidos na onda do esquecimento.
Entre elles vae tambem desapparecendo a do Korupira, adulterado aqui, confundido alli, e por toda a parte mais ou menos modificada segundo o cunho especial do meio em que existe e os emprestimós que a civilisaçao lhe tem feito,
O Korupira, o numen mentium, de Marcgravius, que, segundo Simão de Vasconcellos, é o espirito dos pensamentos, quer o padre João Daniel, que por espaço de 17 annos foi missionario no Amazonas, entre os annos de 1780 e 1797, que seja um espirito habitante das florestas, que não pratica só o mal, porém muitas vezes tambem o bem. Para mim não é tambem o espirito comico (neckischer waldgeist) do venerando Dr. Martius.


(1) Com algum desenvolvimento tratou d'este mytho o professor Carlos Frederico Hart, no n.º 1 da Aurora Brasileira, de 22 de Outubro de 1873, dando tres lendas que ouvio e estabelecendo as analogias que achou entre elle e o Lyeshy, dos Russos, o Troll, dos Normandos, o Manobosho, de Schoolcraft. O professor Hart nasceu em 1840, em Frederictown, no Canadá; graduou-se em 1860, na Universidade de Howard; em 1865 veio para o Brasil como membro da Thayer Expediction; em 1870 voltou novamente como chefe da Morgan Expediction; em 30 de Abril de 1875 foi nomeado chefe da Comissão Geologica Brasileira, falleceu em 18 de Março de 1878.



A crença mais geral, comtudo, confirmada pelas differentes lendas é que, o Korupira é o senhor, a mãi, (cy), o genio protector das florestas e da caça, que castiga os que as destroem, premiando muitas vezes aquelles que o obedecem, ou de quem se compadece.
A crença do genio das florestas vae tambem ao centro da Africa, onde acreditam Ir que ha um demonio que anda mettido pelo matto sempre á espreita para fazer das suas. Para afugentar o porco sujo, como chamam, teem os africanos como infallivel a simples presença de um diabo fingido, que se veste de palhas e cobre o rosto com uma mascara.»(1) Ossaim (2) o amigo da folhagem ou genio protector das florestas, da costa da Mina, sempre armado do seu abêbê, façao de latão, seria para mim o Korupira com seu machado de casco de yaboty, se tivesse os pés ás avessas.
O Korupira, como genio mysterioso e cheio de poder, apresenta-se sempre sob varias formas e sob varias disposições de espirito.
Assim, ora phantastico, imperioso, exquisito, ora máo, grosseiro, atrevido, muitas vezes delicado e amigo, chegando mesmo a se apresentar bonanchão e compassivo, ou ainda fraco, tolo e facil de se deixar en ganar. Apesar de tudo tem a virtude de ser agradecido ao bem que se lhe faz, impondo comtudo condiçôes que, quando não cumpridas, são fataes.
O estrondo que se repercute ao longe, pelas florestas, das arvores velhas que cahem; o barulho que fazem alguns pica-páos, cavando o alimento pelos troncos, ruido que echõa surdamente pelas mattas, querem que seja tambem o Korupira a causa d'elle.
Dizem os credulos, quando isso ouvem, que é o Korupira com o seu machado, feito de casco de Jaboty (Tapajós), que anda baten do pelas çapo-pemas das arvores, para ver se estão seguras e podem resistir ás tempestades.
No alto Amazonas dizem que bate com o calcanhar e, no baixo, em Obidos, que com o penis, que é de tamanho extraordinario.
É o Korupira quem nos mostra ou esconde a caça; quem nos revela os segredo das florestas, as virtudes medicinaes das plantas, e nos dá os productos d'estas, etc., conforme o seu bom ou máo humor, ficando furioso sempre que sente o piché do couro queimado d'alguma caça.




(1) Jornal da Infancia, 1, 1883, pago 109.
(2) Nos Zungús ou casas de dar fortuna, no Rio de Janeiro, ainda nas satumaes que fazem os africanos, invocam e representam esse mytho.






Segundo as localidades assim são as formas sob as quaes se mostra, tomando a feminina quaodo se apresenta aos homens, e querem mesmo alguns que haja Korupiras de ambos os sexos (1) ou que seja casado com alguma tapuya velha, feia e má que o auxilia nos seus malificios e da qual dizem que tem tambem filhos, o Benjamim dos quaes é o Çaçy ou Korupira pitanga ou mitanga.
Em Nogueira e Teffé dizem que a Korupira tem lindos cabellos, uma só sobrancelha no meio da testa e que as mamas são sob os braços.
Se não fosse a disposição dos pés do Korupira, eu diria tambem que era o genio dos poetas Salesianos. transformado pelo meío e pelo tempo.
A affinidade entre o Korupira (2) e Rubenzahl, o genio dos Montes Sudetos (3) na Allemanha, é grande. Este domina e vive nas florestas, distribuindo o ouro de suas montanhas rochosas, aquelle os productos vegetaes e protegendo a caça.
A união intima que ha entre o povo que fallou o abanêenga e o Korupira, o acreditar-se n'elle entre as tribus selvagens; a propriedade que tem este de conservar sempre; sob qualquer aspecto que se apresente, os pés voltados para traz para illudir o seu andar, separa a lenda brazileira da allemã e africana.
Filia-se comtudo ao berço semitico. Com effeito na Asia, segundo as autoridades de Plinio (4), Pomponio Mela (5), Solomo (6) e outros, como o Dominicano Frei Gregorio Garcia (7) havia a crença nos  «Hombres con los pies bueltos a revés», assim como nos que tinham  «orejas tão grandes, que para dormir la uma les servia de colchon, i la otra de manta de cobrirse». A que o mesmo frade pregador cita de «hombres con la pata tan grande, que les servia de defeza para el sol, i agua»; tambem eu ouvi no Tapajós, ligado ao Korupira, assim como Herbert Smith (8) tambem a ouvio em Santarem, senda corotudo isso, corrente na Asia, d'onde a AIlemanha importou nos tempos primitivos.
O Vidhr, o deus das florestas é um tivar, ou divindade dos Aryanos (9), filhos de Odhin, chamada tambem o Silente.


(1) Como tenho ouvido, ouviram tambem F. Comes de Amorim e Henrique Bates.
(2) Um artigo do Panorama, sobre indios do Brazil, que a Revista do Instituto Historico transcreveu, diz que o demonio é denominndo Cururupirá, que é uma corruptela cuja interpretação nada tem de commum com o espirito das florestas, pois quer dizer: Peixe-sapo.
(3) Musaeus. Contes populaires de l¡ Allmagne.
(4) Lib. 7, Cap. 2.
(5) Lib. 3, Cap. 6 e 7.
 (6) Polyhist., Cap. 55.
(7) Origem de los indios de il nuevo mundo, Madrid, 1729. Libr. n, Cap. IV, pago 57, por Fr. Gregario (antes Jeronymo) Garcia, natural de Coçar, em Toledo, que por espaço de 9 annos viveu no Perú e publicou a sua primeira edição em 1606-7 em Valença, in-U.
(8) .Brazil the Amazons and the coast, pago 560.
(9) R. Brown. In Journ. of. the Victoria Institute, XIV, pago 321.

miércoles, septiembre 29, 2010

el cinico y provocador Michel Houellebecq (léase "ulbes") da interviu a yiyi d Paris Review antes da salida de su 5ª novela

"¿Te gustan los Stooges?" Michel Houellebecq me preguntó en el segundo día de nuestra entrevista. Dejó el cigarrillo eléctrico (que brillaba en rojo cuando se inhala, produce vapor en lugar de humo) y se levantó lentamente de su sillón futón. "Iggy Pop escribió algunas canciones basadas en mi novela La posibilidad de una isla", ofreció. ". Me han dicho que es el único libro que le ha gustado en los últimos diez años" volteado hacia mi mientras abría su MacBook el más famoso escritor vivo de Francia y con la voz grave de la leyenda del punk llenando la cocina al gritar: ". Es bueno estar muerto".
Houellebecq, El arte de la ficción N º 206
Paris-review Entrevistado por Hunnewell Susannah
http://www.theparisreview.org/interviews/6040/the-art-of-fiction-no-206-michel-houellebecq

El año desnudo: Boris Pilniak

Una beldad virgen. El altar se teñirá de sangre. Y después todo arderá, y ¡el extranjero, al fuego!

-¿A qué te refieres? ¿Quieres vengar a Volkóvich? -interrogó Serguéi queda y seriamente.

-¡No, salvar a Rusia!

(... y entonces desde bajo las puertas mira con botones de soldado: China, el Celeste Imperio)...

-Bueno, y Olga Semiónovna ¿a cuento de qué?

-¡Olga es virgen! Una beldad.

-Pero, ¿a qué te refieres? ¿Será el hambre, que te ha trastornado, o qué es? Más vale que, en lugar de pócimas, ¡te cuezas una sopa de coles! ....¡Ya es hora! ...

-¡Escucha! ¡Mira!

Zílotov cogió de la mesa un grueso libro y empezó a leer:

¿Quién osará permitir cuantos crímenes avergüenzan a nuestro siglo, cuantos vicios propagan el daño a los Estados, cuantos desgobiernos, generales y particulares, obligan a suspirar a la sociedad? Desde las entrañas del polvo hasta la misma grandeza del astro diurno, todo llega a conocimiento del independiente Culpable, que sostiene la cadena de las existencias, y que es el principio único de ellas. Todo lo anuncia a un mismo tiempo al alma, a la razón, y singularmente a la sensación íntima, que jamás engaña a quien la interroga. ¡Cuanto más concentramos nuestros pensamientos, tanto más percibimos este signo de poder ilimitado, esta impronta de la grandeza, representada desde todos los lados y en todos los objetos!

Vivía Semión como el cangrejo ermitaño, y su sótano era una cangrejera. Le bastaba sacudir la pierna en el horno, y una bota de fieltro volaba al rincón; bastaba sacudir la segunda pierna, y la segunda bota de fieltro se ponía en el rincón al lado de la primera. Hubiera bastado que se moviese torpemente encima del horno para que los resecos ladrillos se desmoronasen; lo que nunca sucedía, pues el zapatero hasta en sueños solía estar echado formando una prodigiosa interrogación. Le bastaba al Semión desear en medio de la oscuridad nocturna tener consigo el «Pentagrama, o el Signo de la Masonería, traducción del francés», para descolgarse del horno y tomar infaliblemente de la mesa el «Pentagrama», a tientas sabía las páginas.

La neblina gris del amanecer desapareció de la tierra, prendió el día,

luciente y ardiente. Las grises borrinas se fueron al cielo. Serguéi subió arriba a la casa. Olenka Kunts ya se había levantado, chapoteaba con el agua, y chapoteando echó a cantar:

En aquel jardín, donde usted y yo nos encontramos...

Mas recordó al camarada Laitis y enmudeció ofendida. Serguéi Serguéievich preparaba su café de centeno tostado y, luego de entornar mejor la puerta, sacó de algún escondrijo un trocito de azúcar y un poquitín de queso; se tomó el café, eso sí, con mantelillo en la mesa. Después encendió un pitillo, se afeitó, se puso la chaqueta de seda cruda, con las sobaqueras corroídas por el sudor; y se fue al trabajo en la caja de ahorros, donde el primero de cada mes escribía en las «Nóminas»: «en el mes transcurrido no se han efectuado operaciones» ni «ingresado imposiciones». Antes del trabajo solía acudir a cierta casucha, donde trocaban gemelos por mantequilla. En el trabajo, con la canícula, zumbaban las moscas, y Serguéi, bañado en sudor, jugaba con el auxiliar -un cretino- a la préférance. Desde la oficina Serguéi iba al comedor soviético, cogía la comida para casa en una tartera; comía en casa, extendiendo de nuevo la servilleta. Después de comer dormía, y al atardecer iba a dar un paseo por el bulevar.

Y ahora, algo filosófico acerca del renacimiento y:

LA MUERTE DEL VIEJO Arjípov

otro dogmatizante, en este mismo amanecer.

Con una neblina impura y gris apuntaba el alba. Al amanecer sonó un cuerno de pastos en la borrina, dolorosa y quedamente, como la aurora nórdica de Perm. Y el hortelano Iván Spiridónovich Arjípov se levantó en su hogar al pie del monte con el pastoril cuerno. Salió a la terracilla y se lavó cuidadosamente en el aguamanil de barro. Luego se remangó la levita, y ordeñó la vaca en el establo. Pero no se fue, como otros días, a los bancales.

Con la neblina apuntaba el alba.

En la isba sin chimenea de Iván Spiridónovich, en

la sala -por cuyo techo se podría dibujar con la nuca- de ventanucos bajos, había un secreter de nogal. Un secreter bajado justamente del desván de los Volkóvich, de esa misma casa Volkóvich situada como si dijéramos encima de la cabeza, en el monte, de cuyos antiguos siervos procedían los Arjípov. Y había un diván de cuero, en el que, sin desnudarse, dormía siempre Iván. Cuando encendió dos velas en la mesa, el alba se tiñó de azul tras las ventanas. Sentóse a la mesa y, puestos los lentes, con rostro demacrado y sombrío, se entregó a la lectura de un grueso libro de medicina.

Al clarear se despertó también en su pulcra mitad de la isba Arjip, el hijo, que fue animoso a la cocina con el chaquetón de cuero puesto, tomó leche de pie y comió pan de centeno. El padre dejó el libro, anduvo alrededor, como siempre erguido, al revés de los viejos, con los brazos cruzados a la espalda.

-y ¿qué piensas de la medicina?, ¿no crees que se puede confiar en ella? -preguntó el anciano con indiferencia, mientras miraba fijamente a la ventana.

-Claro. La medicina es una ciencia. Se puede confiar en ella. ¿Y qué?

-Pues, sí. He cogido una obra de Danilo Alexándrich, estaba hojeándola... ¡Qué calores, vaya calorazo! ... Pienso lo mismo, se puede confiar en ella.

Iván Spiridónovich seguía parado junto a la ventana, escrutaba con la mirada fija en el cerro del Kremlin y en la casa de los Volkóvich, cuyo recinto descendía por el parque hasta el mismo precipicio.

A la hora del alba se marchó Arjipov al comité ejecutivo, y el viejo se echó en el diván de su habitación -como jamás ocurría- sin ponerse a hacer los bodrios. Y sólo cuando hubo salido el hijo, se acercó Iván Spiridónovich a la ventana y lo acompañó largamente con la mirada, y de los ojos, hundidos y tristes, emanó entonces aflicción y ternura. Y a las nueve (las seis y media de sol), luego de ponerse la levita nueva, quitarse las botas de fieltro y arrollarse el pañuelo blanco al cuello, metiéndose hasta las orejas la gorra con visera de hule, Iván salió para el hospital a ver al doctor Nevlenínov. El camino, cuesta arriba, cruzaba un sotillo; olía aquí a humedad y a la agrura del cerezo aliso. Iván tiró de una rama, cayeron las gotas de rocío. Desgajó un ramillete, olfateó las hojas, las estrujó entre los dedos y dijo en voz alta, pensativo y triste: -Pese a todo, la vida es cosa fascinante.

Y así, llevando el ramillete, siguió hasta el hospital, plantado de alegres y minúsculos abetos en derredor. Entró y se sentó en el gabinete del doctor Nevlenínov, a la mesa de escritorio, como en su casa; estático, hincando los codos en el albo papel secante. Danilo Alexándrovich llegó con Natalia Evgráfovna; mas ella, vestida de blanco, quedó silenciosa a su lado, junto a la ventana.

-Tú ya me conoces, Danilo; conmigo hay que hablar sin rodeos -empezó diciendo Iván, sin saludar-. ¿Hiciste el análisis? ¿Cáncer?

-Cáncer -respondió Natalia.

-¿y no habrá error en ello?

-No, lo hemos comprobado minuciosamente.

-Así que, ¡cáncer!

-Sí.

Iván entre cruzó sus nudosos dedos, sonrió tristemente, guardó silencio.

-Así, pues... He leído tu libro, Danilo. Allí se dice que el cáncer de estómago es una enfermedad incurable. O sea, quiere decirse, la muerte.

-Cabe hacerse una operación -respondió quedamente Natalia.

-Cabe operarse, totalmente cierto. Pero no es más que un paliativo, señor, usted mismo lo sabe -siguió razonando Iván, dirigiéndose siempre a Danilo-. Hágame la operación, y a los dos meses hay que repetirla de nuevo. A mi edad es difícil atormentarse. Sí, y los años, ¡ya son bastantes! -Iván hizo una pausa-. Pero tú mismo, Danilo, lo sabes... Cierto ... -y enmudeció, atragantándose.

Hubo aquí un momento penoso. Iván observaba con atención penetrante los ojos de Danilo, y estos ojos, grises, grandes, de un rostro senil, tristes y queridos, huyeron de pronto a algún sitio evitando los ojos oscuros de Iván. Éste irguió bien alta la cabeza, y dejó ver el pañuelo blanco que llevaba en el cuello en lugar de corbata.

-¡Bueno, adiós, ea!...

-Y ¿cómo anda la alimentación? -inquirió, se apresuró a inquirir Natalia.

-¿O sea, la leche? Me tomo un vaso al día. ¡Ea, que ustedes tienen la consulta por delante! ... ¡Adiós!

-¡No, Iván, espera, no tengas prisa!

-¡No, amigo Danilo, adiós! ¡Que haya mucha suerte!

Esto fue dicho por los tres a la vez. Y resultó penoso. Danilo le pidió que se quedara, pero Iván no quiso, tenía prisa. Únicamente en la antesala, luego de ponerse la gorra, Iván se volvió de pronto, estrechó con fuerza la mano de Danilo y le besó.

-La muerte pues. ¡Déjame que te bese otra vez!

A Iván se le saltaron

las lágrimas, Danilo lo apretó reciamente contra su pecho. Por la antesala cruzó Natalia. Iván se volvió a la pared, dijo sordamente:

-Somos viejos, hay que dejar el sitio a los jóvenes. ¡Que disfruten de la vida!

En este mismo día, a esta hora, Arjip Arjípov, el hijo, escribió en el comité ejecutivo la temeraria palabra: fusilar.

En su casa, Iván Spiridónovich se echó en el diván de cara a la pared; y así estuvo, echado, inmóvil, hasta la llegada del hijo. Y el hijo llegó a las cinco, es decir, a las dos y media de sol. Y pasaron el día juntos, entre los asuntos y cuidados domésticos, hasta la retreta del soldado, que siempre se toca en los cuarteles a las nueve solares. A las seis Arjip Ivánovich llevaba agua del Vologa a los bancales, regaba los pepinos y las coles. En el río comprobó los aparejos de pesca (le gustaba pescar), ensartó dos nuevas percas minúsculas; del comité ejecutivo llegó la repartidora con «Izvestiz», y Arjip se estancó a orillas del río con los periódicos. Declinaba ya el sol, se acercaba reptando amarillo el crepúsculo, del jardín de los Volkóvich se iba pasando allá abajo el aroma de las frambuesas, y en los huertos las variopintas hortelanas voceaban sus canciones. Y en la catedral sonó el reloj: ¡don-dan-don!, como la piedra lanzada a un remanso con nenúfares. A las siete y media -para una hora- Arjip marchó a la ciudad y, al volver, entró en la casa, en su pulcra mitad de la isba, sentóse a la mesa y permaneció sentado, como el padre, bien erguido. El padre ayudaba al hijo, contaba en el ábaco, sumaba las cifras con rapidez y exactitud. Oscurecía despacio, el cielo era verde, luego se tiñó de azul, hízose cristalino.

Y entonces tocaron a retreta en los cuarteles, y las muchachas en los huertos cantaron algo muy triste. Anochecía cuando trajeron arreando a las vacas, Iván Spiridónovich fue a recoger la suya y a ordeñarIa. Y cuando volvió, Arjip había terminado ya de hacer cuentas, juntar los papeles y se hallaba parado en medio de la habitación. La sala estaba oscura, y la luz de la luna caía en las crucetas de los marcos, en la ventana y en el suelo. Era el hijo, como el padre, de mediana estatura, velludo, de barba cerrada, y solía estar de pie, como el padre, cruzando atrás las manos, las pesadas manos. Iván se detuvo un instante junto a la puerta y salió, y regresó con una vela, la colocó encima de la mesa, sentóse al lado de ésta, puso los codos en ella.

-Arjip, quiero hablar contigo. Escucha -anunció el viejo con tono grave-. Cierto sabio filósofo, que tú conoces, dice que si el hombre ha de estar muriéndose dos meses, y a la vez sufrir de una dolencia mientras se muere, es mejor que de eso se ocupe uno mismo... Tú también hablabas de que estás conforme con ello, puesto que, según parece, la muerte no es de veras tan espantosa -dijo el padre, queda y lentamente, juntando con ahogo las palabras; su cabeza estaba inclinada.

Arjip cambió de sitio.

-Habla, padre, con sentido -apuntó el hijo, tranquilo-. ¿A qué viene eso? ¿Oyes? -y cabalmente, cuando el hijo articuló ese oyes, su voz tembló.

-Estuve hoy con Danilo Alexándrich, en el hospital. Y me ha dicho que tengo una enfermedad incurable, cáncer de estómago, me quedan dos meses de vida, y ese mismo tiempo que sufrir y atormentarme con horribles padecimientos. ¿Has comprendido?

Arjip describió un extraño círculo por la habitación: marchó de pronto hacia el padre, pero, a los dos pasos, 'giró de súbito hacia la puerta, mas de nuevo se volvió y quedó parado junto a la mesa de escritorio, cerca de la ventana, de espaldas al padre.

-Tú lo decías, Arjip, y yo también lo comprendo así: de suceder, bien tempranito es mejor. Lo dijiste, ¿lo piensas así?

Arjip tardó en contestar y lo hizo sordamente: -Sí. Así lo pienso -afirmó con voz apagada.

-¿O sea, que mejor es ocuparse uno mismo, morir de una vez?

-Sí -dijo sordamente.

-y yo también pienso así. Pues uno muere, y no habrá nada, todo terminará. Será la nada.

-Solamente que, padre -y la voz padre tembló dolorosamente-, siendo tú el autor de mis días, con quien he pasado toda la vida, quien me dio el ser, comprendes, ¡me horroriza!

Iván Spiridónovich se revolvió en la silla, como si buscara algo, después se levantó y permaneció de pie, y se acercó al hijo, le puso la mano en el hombro por detrás, apretó la cabeza contra el chaquetón de cuero, contra la espalda.

-Lo sé. Lo comprendo. ¡Tú eres hijo mío! Lo pensé mucho, ¿hablaría o no contigo? ...Es duro. Muy duro, ¡sopórtalo! Para mí también es duro. ¡Hubiera vivido aún, para contemplarte, hijo, para contemplar tus obras, pues eres mi hijo, mi sangre! ... Mas pudrirme en vida, hambrear, gritar de dolor, ¡no lo quiero, no lo deseo! Mírame.

Arjip se volvió, se encontraron dos -pares de ojos oscuros: unos sombríos, enfermos, de anchas y fulgurantes pupilas, en el rostro de pergamino; otros jóvenes, tenaces, libres. Callaron largamente y largamente permanecieron inmóviles.

-Espérate, padre, ahora mismo vuelvo.

Arjip salió al patio, sentóse

en la terracilla junto al aguamanil, miró al cielo, a los astros: ya se inclinaba junio hacia julio, trocando por argento sus platinadas estrellas, y había luceros como las almohadas del zar Alexéi en el terciopelo de su Asia. Mientras tanto, Iván se sentó de nuevo a la mesa, entrecruzó los dedos, miró a la vela. Apagóla de un soplido, volvió a encenderla, reflexionó:

-Había luz, y dejó de existir, y nuevamente la hay. ¡Es raro!

Arjip entró a la media hora con su firme andar, sentóse al lado del padre y habló con voz pausada, la misma de siempre:

-Yo en tu lugar, padre... Haz lo que mejor sea, padre, lo que sepas.

Iván se levantó, levantóse igualmente el hijo, callando se besaron. Iván hurgó en el bolsillo trasero de la levita, sacó el pañuelo, todavía doblado, lo desdobló, mas no se enjugó los ojos, puesto que secos estaban, y, ya arrugado, lo guardó en los pantalones.

-¡Tú vive, hijo, no abandones tu causa! Cásate, engendra criaturas, hijo...

Volvióse, tomó la vela y salió. Arjip seguía de pie, con los brazos cruzados por detrás, exactamente igual que el padre. Se acercó a la ventana, la abrió de par en par y se quedó estático hasta el amanecer. En el cinematógrafo «Venecia» del Kremlin tocaba la banda de música; mientras, alzábanse en el río las borrinas.

Iván Spiridónovich, en su negra mitad de la casa, en su habitación, se tendió en el diván, de cara a la pared, y al instante se durmió con un sueño profundo. Llegó el alba con la neblina gris, tocó un pastor el cuerno dolorosa y quedamente, y se despertó Iván Spiridónovich. Ardía la vela; tras las ventanas había niebla; la vela ahumaba, y olía a quemado. Iván pensó que en sueños no había sentido nada, y habían pasado esas horas de la noche a la aurora sin ningún temor, como un instante. Entonces se levantó y marchó a la cocina, tomó allí el revólver de una rinconera, se miró en el espejo por el camino, vio su austero y sombrío rostro, volvió a su habitación, apagó la vela, sentóse en el diván y se disparó en la boca.

martes, septiembre 28, 2010

3 fronteras no caben en 1 canon

Estuve hoy lunes por el Centro Cultural de España Juan de Salazar en el contexto de
El Ojo Salvaje 2010 Segundo Mes de la Fotografía en Paraguay (inauguración de “Front3ra”, a las 19:00 decía el diario digital que consulté). Llegue a las 19: 50 y los ujieres del local no me dejaban entrar a mí y a una simpática parejita mestiza de tercera edad (él boliviano, ella castiza), tuvimos que esperar, ellos parados y yo, más post-pendex, sentado en un escalón…El debate se prolongó de más al parecer…Intenté una tímida defensa de mi presencia intempestiva y adelantada allí en el umbral de la cultura: en el diario decían 19.30…pero la empleada, una chica muy agresiva siempre que labura como cancerbera allí, me aclaró que me equivocaba yo y el diario que dio la info (es decir, ABC color…digital).
Bueno ya adentro circulamos en un espacio perfectamente separado, empezando con el espacio brasilero y el kurepa, en planta baja, y el paraguayo en planta alta, tras sortear los vericuetos de una escalera de caracol muy costosa…(Esa zona alta estaba menos poblada, entre otros motivos, supongo por la imposibilidad de acceder a ella haciendo equilibrios con su bandeja el garçon y su bandeja de bebedizos).
Si consideramos que lo que fascina a todo el mundo en ese no lugar llamado 3 fronteras, suerte de topos-transpolítico, lugar de pasaje, de fuga y tránsito infinitos, de flujos sin nombre, de dinamismo sin cabeza, esa primera impresión nos chocó. Por qué separar lo mezclado ab initium en 3 compartimentos estancos políticos (lo brasilero, lo argentino, lo paraguayo) para representar eso que es una tierra de nadie, una perfecta atopia moderna, centro de desplazamiento y excentricidad triple, enclave cayendo para un lado u otro de su borde, licuadora del melting pop sudaka que vive y bulle en una efervescencia de jopara, enredo y tráfico flanante…
El sector brasilero de la muestra, la firmada con el nombre de Cia de Foto, en ese sentido, nos devuelve a esa intuición primera de las 3 fronteras. Hay fotos donde se dice con claridad cartesiana esa yavorái transfronterizo: una muestra el flujo y reajuste de los cuerpos, son 3 cuerpos, suponemos a un musulmán, un budista y un cristiano penetrado de sotaque umbandesko (o la alquimia de las razas: un negro, un caucásico y un amarillo…o un travesti, un ñato picudo y una concha rosa shock!!). Otra foto capta un juego callejero de cartas: los apostadores aplanan sus billetes multinacionales sobre una caja de manzana que sirve de mesa a sus apuestas variopintas junto a las cartas tapadas. Dólar, real y guaraní…Y sus cigarrillos, Kentucky y Marlboro…
Pero el culmen “fotográfico” brasilero, su weltanschaung puréte de las 3 fronteras y x lejos lo más auténtico de toda la muestra es el video de un aupado al vértigo de sacoleiro-motoqueiro…Ahí nos sentimos al fin arrojados a Cidade del Este-Foz de Iguaçu-Puerto Yguazu (hidra difusa de 3 cabezas parlantes en una lingua franca llamada comercio sin fin).El contrabando de bienes y cuerpos, de lengua y monedas, de destinos y metafísicas, de supersticiones y tecnologías en su dinamismo verité, cámara al hombro de un sacoleiro on the road, nos regala cual cicerone-angel un paseo turístico inesperado, al visitante de la muestra este milagroso cicerone piafante le contrabandea hasta la galería aseptizante donde pasea mneditabundo mordiendos uc opa de vino ese olor sujo y denso de sus calles, un simulacro de lo que se vive allí todos los santos días del año…Por eso tampoco entendemos porqué fue colocado allí, como metido clandé y de matute en una muestra de fotos, ese corto audiovisual…Imagen-movimiento diría Deleuze…(Imagen que en su dinamismo post-ralentí se vuelve movie y miente sobre su origen estático, euclidiano).
El sector kurepa tiene muchas fotos donde la inmovilidad prima y desnaturaliza la filosofía fronteriza. Aunque forzando la hermenéutica podríamos hallar alguna que de fe de la misma: por ejemplo, esa niña travesti esperando que el próximo paseante sexual ya la llame , aborde y recoja en un motel del amor por unos buenos pesos o reales. O la del guardia privado falogocentrico montando guardia con un arma de guerra y al mismo tiempo tomando su tereré folklórico. Hibridación de la ternura nostálgica de lo tradicional y brillo siniestro de la tecnología armamentista posmoderna.
El sector del primer piso, paraguayo, donde se exponen las fotos de Carlos Bittar, paraguayo de origen sirio-libanés, es donde encontramos el juego del flujo adherido a lo nostálgico: una canoa a punto de atracar en el barro rojo donde unos pasantes esperan ansiosos…El flujo es tan omnipresente que incluso puede ser captado en su representación más inmovilista, nativista, pre-industrial: la canoa y su cadencia letárgica en un sube-y-baja ancestral…Flujo de las siestas del ayer, un ayer casi enteramente no-híbrido, ni caótico, pre-bazaar árabe o callejón chino.
También hay un sector firmado por el colectivo transdiciplinario De la Ura: son 3 pantallas planas de 50 pulgadas pasando imágenes captadas en cámara fija, en edición que las muestran achicadas y centradas (dos de ellas) y fragmentadas en 9 ventanas diferentes a la manera de un Greenaway en Prospero's Books (en la tercera pantalla).Una vez más, no llegamos a congeniar con el tratamiento dado a un elemento caótico, azaroso, multiforme como las 3 fronteras y el intento de inmovilizarlas con cámaras fijas en calidad de web cam…Solo se logra con eso matar su esencia desterritorializante y de diseminación ab infinitum…es burocratizar la frontera tal como la hacen las administraciones políticas de los países que tiene poder de aduana en ellas. Parafraseando a Parménides -el filosofo del ser inmóvil y siempre presente y repetido- con muita esencia de Meliso -sí, repetido pero ilimitado!- podríamos concluir diciendo que si las 3 fronteras tiene/n su ser inengendrado e imperececedero en su permanente pasar, es un desafío a la esencia taxidermizante de la máquina fotográfica -que al captar su objeto como imagen también la mata-, a su inmvolivildad dentro de la oscilación e impermanencia del todo que muy bien vislumbró el anti-moderno (por ende, posmoderno:) de Baudelaire (el que dijo que la vida no era más que un regalo lanzado a la Nada, el acto absurdo de sacar -de contrabando- flores a la Muerte) hasta acorralarla en su propia cuna a la censura y la condena. Si por un momento nos sentimos dentro de los Pasajes benjaminianos paseando cual flaneûr -ese ángel de las fronteras, Hermes que pula cual pulga entre ámbitos culturales enrarecidos de contaminación y lujuria - se lo debemos a ese motoqueiro de als 3 fronteras...

lunes, septiembre 27, 2010

Paso a paso hasta el último: Louis-René des Forêts


Decir y volver a decir, repetir tantas veces que la repetición se imponga, tal es nuestro deber que usa lo mejor de nuestras fuerzas y que no tendrá fin sino con ellas.
Él, que camina ignorando completamente el fingido objeti­vo de dirigirse a alguna parte para darle a su recorrido no el sentido de una búsqueda precisa, sobre la cual no aporta rrue­bas, sino una apariencia de orientación, aun cuando la ruta luminosa jovialmente tomada al partir ya no sea más que tinie­blas donde se hunde cada día más hacia el lugar enigmático de su destino, un lugar tanto menos accesible en la medida en que por más que vaya hacia adelante aumenta la distancia con respec­to a él y duda que lo alcance alguna vez, llegando incluso a dudar de su realidad, de modo que la sensación de haber to­mado el camino equivocado es reemplazada por la creencia de que ninguno sería mejor que otro, que todos conducen, ni buenos ni malos, a veces a pesar de largos desvíos que inducen al error, a quedar entre la espada y la pared, frente a la muerte.
El pensamiento gira en torno al mismo motivo obsesivo con tan pocas variantes que se diría sometido a ese movimien­to orbital y como embrujado por él. Sin embargo, persiste en él la esperanza de que le será devuelta la capacidad de lanzarse fuera del círculo y escaparse, pero una esperanza que disminu­ye día a día y corre el riesgo de apagarse a corto plazo, tal vez mucho antes que aquel que habría esperado en vano su reali­zación y no conocerá otra evasión mental más que perdiendo' su vida -salvo que atribuirle ese conocimiento y la facultad de gozar de él es jugar con las palabras, pues el error de perspecti­va que no hay que cometer sería proyectar de antemano lo que depende de la vida en aquello que es su negación absoluta.
Separarse tanto como sea posible de lo más pesado de car­gar que sobrevive en el ser, que torna doloroso y frena el avan- 
 
ce, aun si aquello que lo obstaculiza es en buena medida lo que lo motiva, asegura su continuidad, aunque se haya vuel­to casi imperceptible y sin pausa como a punto de romperse.
¿Por qué lamentar que esta conjunción laboriosa de.la memoria y el lenguaje tenga un pregusto de muerte? ¿No pasa lo mismo con toda cosa animada, con mayor razón aquellas que uno se ha encomendado la tarea de rescatar del olvido, reactivándolas e integrándolas al presente? Su res­plandor es efímero en cuanto se manifiesta allí un retorno a la vida y por eso mismo una doble intimidad con la muerte, que sería una ilusión creer que no tendrá en esta caso, como en otros, la última palabra. Hacerle trampas enmarañando la cronología no la vuelve menos cercana, ni hace menos in­eluctable su llegada, tanto es así que nada recobra una forma viva que no deba perderla un día u otro, y esta vez de verdad, ya sea que nuestros esfuerzos se hayan mostrado demasiado deficientes y hayamos renunciado a asumir el papel de reanimador sin embargo insustituible, ya sea que aun antes de haberlo decidido de repente se nos sustraiga la vida, en cuyo caso la cuestión no hubiese debido plantearse en términos de elección -perseverancia o abandono- sino de fatalidad.
Semejante ley, sea que uno se le oponga o la acepte, no tolera excepciones. Toda reencarnación verbal no resulta me­nos vulnerable y fugaz que las realidades del momento, y hace falta una gran presunción combinada con cierta ingenuidad para imaginarse que no tendrá que sufrir la misma suerte tar­de o temprano.
Pero si algo hay que lamentar, alégremonos de que su tiempo esté igualmente contado, que la muerte activamente lo haga su presa y que, liberado como una vieja obsesión, se apacigiie nuestro espíritu vuelto casi indiferente a su propia pérdida, por inminente que nos parezca, pasada cierta edad. Una indiferencia que tampoco subsistirá, porque el tormen­to regresa bajo muchas otras formas a ocupar el campo del pensamiento para desaparecer y reaparecer transmutado y volver a desaparecer siguiendo las inflexiones del ser en bus­ca de su inhallable unidad.