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KURUPÍ, ÚLTIMO BICHO PILINGÜE Y VELVET-MAKÁ-URBANIZADO KE HALA Y FALA EN ESTE BLOG SU SECRECIÓN LINGUÍSTIKA, ESE PORO'UNHOL (PORTUGUÉS 10 % ESPAÑOL 70 %; GUARANÍ PIKANTE 20 %) SERÍA EN EL FONDO DEFINIBLE COMO UN SAN CULOTTISMO POÉTIKO, GRITO A CALZÓN KITADO, PENE ERECTISMO FULL TIME, UNA FALANGE ANARKO-PARA-MILITAR DE LA LETRA, UNA ALUCINAZIONE PARANOKIA-KRÍTIKA DEL DAS KAPITAL YANKEE, Y SU MAYO DEL 68 UN TSUNAMI-YIYISMO SIN BOMBACHA PRA XUXU, UN BAILE DE SAN VITO TEVINANDÍ PAGUASU!!!

jueves, septiembre 30, 2010

El Kurupi o Korupira asegún el PORANDUBA AMAZONENSE, 1


O  KORUPIRA







Entre os differentes mythos brazileiros é  incontestavelmente o mais antigo o do Korupira, (1) companheiro inseparavel das crenças populares de todos os logares por onde se estendeu o abanheenga, ou língua geral, pelo que parece ser verdadeiramente indigena, senão antes, legado pela populaçao primitiva que habitou o Brazil, em épocas anti-Colombianas e que descendia dos invasores Asiaticos.
Dos Nahuas passou aos Karaibas e d'estes aos Tupis e Guaranis. Parece ser urna das divindades secundarias sujeitas a Tlaloc. Como as que presidiam os ventos, as chuvas, a abundancia, o milho, as montanhas, havia tambem a que presidia e protegia as florestas.
Por Venezuela, pelas Guyanas, pelo Perú e pelo Paraguay estende-se o o dominio do Korupira; vae do Karaiba até o Guarani.
Anchieta (1560), Fernão Cardin (1584), Laet (1640) e Acuña (1641) fallaram e acreditaram mesmo em sua existencia. A civilização invadindo os centros em que a rusticidade se aninha e devassando os sertões, tem modificado ou feito desapparecer não só as lendas e contos primitivos, como a lingua, envolvidos na onda do esquecimento.
Entre elles vae tambem desapparecendo a do Korupira, adulterado aqui, confundido alli, e por toda a parte mais ou menos modificada segundo o cunho especial do meio em que existe e os emprestimós que a civilisaçao lhe tem feito,
O Korupira, o numen mentium, de Marcgravius, que, segundo Simão de Vasconcellos, é o espirito dos pensamentos, quer o padre João Daniel, que por espaço de 17 annos foi missionario no Amazonas, entre os annos de 1780 e 1797, que seja um espirito habitante das florestas, que não pratica só o mal, porém muitas vezes tambem o bem. Para mim não é tambem o espirito comico (neckischer waldgeist) do venerando Dr. Martius.


(1) Com algum desenvolvimento tratou d'este mytho o professor Carlos Frederico Hart, no n.º 1 da Aurora Brasileira, de 22 de Outubro de 1873, dando tres lendas que ouvio e estabelecendo as analogias que achou entre elle e o Lyeshy, dos Russos, o Troll, dos Normandos, o Manobosho, de Schoolcraft. O professor Hart nasceu em 1840, em Frederictown, no Canadá; graduou-se em 1860, na Universidade de Howard; em 1865 veio para o Brasil como membro da Thayer Expediction; em 1870 voltou novamente como chefe da Morgan Expediction; em 30 de Abril de 1875 foi nomeado chefe da Comissão Geologica Brasileira, falleceu em 18 de Março de 1878.



A crença mais geral, comtudo, confirmada pelas differentes lendas é que, o Korupira é o senhor, a mãi, (cy), o genio protector das florestas e da caça, que castiga os que as destroem, premiando muitas vezes aquelles que o obedecem, ou de quem se compadece.
A crença do genio das florestas vae tambem ao centro da Africa, onde acreditam Ir que ha um demonio que anda mettido pelo matto sempre á espreita para fazer das suas. Para afugentar o porco sujo, como chamam, teem os africanos como infallivel a simples presença de um diabo fingido, que se veste de palhas e cobre o rosto com uma mascara.»(1) Ossaim (2) o amigo da folhagem ou genio protector das florestas, da costa da Mina, sempre armado do seu abêbê, façao de latão, seria para mim o Korupira com seu machado de casco de yaboty, se tivesse os pés ás avessas.
O Korupira, como genio mysterioso e cheio de poder, apresenta-se sempre sob varias formas e sob varias disposições de espirito.
Assim, ora phantastico, imperioso, exquisito, ora máo, grosseiro, atrevido, muitas vezes delicado e amigo, chegando mesmo a se apresentar bonanchão e compassivo, ou ainda fraco, tolo e facil de se deixar en ganar. Apesar de tudo tem a virtude de ser agradecido ao bem que se lhe faz, impondo comtudo condiçôes que, quando não cumpridas, são fataes.
O estrondo que se repercute ao longe, pelas florestas, das arvores velhas que cahem; o barulho que fazem alguns pica-páos, cavando o alimento pelos troncos, ruido que echõa surdamente pelas mattas, querem que seja tambem o Korupira a causa d'elle.
Dizem os credulos, quando isso ouvem, que é o Korupira com o seu machado, feito de casco de Jaboty (Tapajós), que anda baten do pelas çapo-pemas das arvores, para ver se estão seguras e podem resistir ás tempestades.
No alto Amazonas dizem que bate com o calcanhar e, no baixo, em Obidos, que com o penis, que é de tamanho extraordinario.
É o Korupira quem nos mostra ou esconde a caça; quem nos revela os segredo das florestas, as virtudes medicinaes das plantas, e nos dá os productos d'estas, etc., conforme o seu bom ou máo humor, ficando furioso sempre que sente o piché do couro queimado d'alguma caça.




(1) Jornal da Infancia, 1, 1883, pago 109.
(2) Nos Zungús ou casas de dar fortuna, no Rio de Janeiro, ainda nas satumaes que fazem os africanos, invocam e representam esse mytho.






Segundo as localidades assim são as formas sob as quaes se mostra, tomando a feminina quaodo se apresenta aos homens, e querem mesmo alguns que haja Korupiras de ambos os sexos (1) ou que seja casado com alguma tapuya velha, feia e má que o auxilia nos seus malificios e da qual dizem que tem tambem filhos, o Benjamim dos quaes é o Çaçy ou Korupira pitanga ou mitanga.
Em Nogueira e Teffé dizem que a Korupira tem lindos cabellos, uma só sobrancelha no meio da testa e que as mamas são sob os braços.
Se não fosse a disposição dos pés do Korupira, eu diria tambem que era o genio dos poetas Salesianos. transformado pelo meío e pelo tempo.
A affinidade entre o Korupira (2) e Rubenzahl, o genio dos Montes Sudetos (3) na Allemanha, é grande. Este domina e vive nas florestas, distribuindo o ouro de suas montanhas rochosas, aquelle os productos vegetaes e protegendo a caça.
A união intima que ha entre o povo que fallou o abanêenga e o Korupira, o acreditar-se n'elle entre as tribus selvagens; a propriedade que tem este de conservar sempre; sob qualquer aspecto que se apresente, os pés voltados para traz para illudir o seu andar, separa a lenda brazileira da allemã e africana.
Filia-se comtudo ao berço semitico. Com effeito na Asia, segundo as autoridades de Plinio (4), Pomponio Mela (5), Solomo (6) e outros, como o Dominicano Frei Gregorio Garcia (7) havia a crença nos  «Hombres con los pies bueltos a revés», assim como nos que tinham  «orejas tão grandes, que para dormir la uma les servia de colchon, i la otra de manta de cobrirse». A que o mesmo frade pregador cita de «hombres con la pata tan grande, que les servia de defeza para el sol, i agua»; tambem eu ouvi no Tapajós, ligado ao Korupira, assim como Herbert Smith (8) tambem a ouvio em Santarem, senda corotudo isso, corrente na Asia, d'onde a AIlemanha importou nos tempos primitivos.
O Vidhr, o deus das florestas é um tivar, ou divindade dos Aryanos (9), filhos de Odhin, chamada tambem o Silente.


(1) Como tenho ouvido, ouviram tambem F. Comes de Amorim e Henrique Bates.
(2) Um artigo do Panorama, sobre indios do Brazil, que a Revista do Instituto Historico transcreveu, diz que o demonio é denominndo Cururupirá, que é uma corruptela cuja interpretação nada tem de commum com o espirito das florestas, pois quer dizer: Peixe-sapo.
(3) Musaeus. Contes populaires de l¡ Allmagne.
(4) Lib. 7, Cap. 2.
(5) Lib. 3, Cap. 6 e 7.
 (6) Polyhist., Cap. 55.
(7) Origem de los indios de il nuevo mundo, Madrid, 1729. Libr. n, Cap. IV, pago 57, por Fr. Gregario (antes Jeronymo) Garcia, natural de Coçar, em Toledo, que por espaço de 9 annos viveu no Perú e publicou a sua primeira edição em 1606-7 em Valença, in-U.
(8) .Brazil the Amazons and the coast, pago 560.
(9) R. Brown. In Journ. of. the Victoria Institute, XIV, pago 321.

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