E justo num país como o Paraguai, não há abundância de livros nas livrarias, diria que se publica muito pouco. Que posição a literatura ocupa hoje no Paraguai?
É como todo o país: zero. O Paraguai não lê. Absolutamente nada. Eu posso dizer que sou um dos poucos poetas que se tornaram famosos, porque um livro meu, Paloma blanca, paloma negra, foi proibido na época de Stroessner, em 1982, e deportaram Roa Bastos ndayekô por minha culpa. Todo mundo conhece essa anedota. Mas ninguém me pediu para editar esse livro. Ninguém se anima, porque ele não vai vender. Não é negócio.
aká la interviu a full:
http://www.goethe.de/wis/bib/prj/hmb/the/kul/pt6075353.htm
Timo Berger (1974)
estudou Literatura Geral e Comparada, Literatura Alemã Contemporânea e Latinoamericanística. Vive em Berlim, onde trabalha como publicista e tradutor. É fundador de Latinale, o Festival Itinerante de Poesia Latino-Americana, assim como de PapperLaPapp, a primeira editora que trabalha com livros de papelão reciclado na Alemanha.
Tradução do espanhol: Maria José de Almeida Müller
Copyright: Goethe-Institut e. V., Humboldt Redaktion
Maio 2010
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